A importância de um bom plano de formação profissional

Através da curiosidade, da pesquisa e da descoberta, estabelece-se uma relação bastante próxima entre a formação e o conhecimento.

Podemos dividir a formação em três tipos: formação específica ou inicial; formação profissional ocupacional e formação profissional contínua. A primeira está relacionada com os alunos que iniciam a sua vida ativa; a segunda destina-se a pessoas desempregadas que pretendem reintegrar-se no mundo do trabalho, e a terceira diz respeito a trabalhadores no ativo que pretendem adquirir mais competências e que procuram atualizar permanentemente as suas capacidades, podendo assim aumentar as possibilidades de empregabilidade.

A importância da formação contínua dos trabalhadores é cada vez maior e mais evidente quer para a entidade empregadora, quer para os trabalhadores. A formação profissional contínua é uma forma dos trabalhadores melhorarem a sua produtividade, mas também de aumentarem as suas aptidões profissionais, podendo evoluir na sua carreira profissional.

A formação profissional valoriza o capital humano, é vista pela legislação como um direito de todos os trabalhadores. O Código do Trabalho estabelece que todas as entidades empregadoras têm como obrigação dar formação profissional aos seus trabalhadores. A formação profissional dada pelo empregador deve ajudar a qualificar os trabalhadores, mas também garantir que estes tenham acesso a uma formação contínua no local de trabalho. A Lei nº93/2019, no artigo 131º, define que o período de formação contínua é de 40 horas por ano. Os trabalhadores com contratos a termo por período igual ou superior a três meses, têm direito a um número de horas proporcional à duração do seu contrato.      

A formação não pode ser vista como perda de tempo, uma atividade extra que apenas existe para cumprir o código do trabalho. Atualmente a informação é gerada e partilhada a uma velocidade alucinante, são cada vez mais os avanços na ciência, estes irão influenciar as práticas de amanhã, e o que descobrimos ontem, hoje já se encontra desatualizado. O conhecimento aumenta através da atualização dos saberes já aprendidos (formação prévia e da experiência profissional). É uma oportunidade de evolução para os trabalhadores que, assim detêm novos conhecimentos o que lhes permite diferenciarem-se, ter mais hipóteses no mercado de trabalho, origina uma maior probabilidade de inserção profissional.

Um bom trabalhador é informado e está a par das atualizações que surgem na sua área de trabalho. Este deve encarar a formação como um instrumento necessário para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, para aumentar a sua eficiência, que pode conduzir a maior estabilidade no trabalho e liberdade financeira.

É essencial para as organizações que os seus colaboradores tenham acesso a informação atualizada, adaptada às necessidades de cada negócio. Os empregadores não podem mais ver a formação como um encargo, mas algo que lhes permite diferenciar-se num mercado que é bastante competitivo. A formação é um importante veículo de valorização das pessoas e das empresas.

O bom desempenho de profissionais com mais formação e mais experiência leva a um aumento da produtividade, a uma maior rentabilidade, estes fatores são essenciais para que uma organização possa atingir os seus objetivos. Ao manterem-se atualizados, os colaboradores tornam-se mais criativos, com maior facilidade de adaptação e integração, e mais motivados. A formação permite que a empresa conheça melhor os seus colaboradores, aumentando as competências comunicacionais e emocionais melhora a comunicação empresa-pessoa, diminuindo assim os conflitos.

As organizações que apoiam e investem na formação, criando os seus próprios planos de formação contínua dos colaboradores, ganham uma vantagem no que diz respeito à captação e retenção de talento de profissionais, já que demonstram um compromisso genuíno para com os seus trabalhadores.

by Catarina Talina



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